Não sou de ter saudade, mas sinto falta de quando o computador era a grande tecnologia do momento. Com o computador como portal único da internet, havia um limite entre estar desconectado e conectado. Todos os meus esforços para tornar meu telefone um aparelho offline first provavelmente vá nesse sentido…
Bom, acha que para alguém que passou uns bons cinco anos dentro da bolha Ubuntu, seja com essa distro ou com outras forquilhas, será difícil se adaptar ao Debian?
Li um texto recente do Ploum no qual ele fala por cima sobre a possível androidificação do Ubuntu ― i.e., tornar-se pouco a pouco um sistema proprietário.
Desde que percebi que a Canonical identifica (e provavelmente disso faz receita) o nosso tráfego para a #DuckDuckGo, tenho ficado cada vez mais desconfiado do sistema Ubuntu no que diz respeito à privacidade.
Qual a perspectiva de vocês sobre isso? Acham que a #Canonical é confiável e fornece um serviço privado? Tenho pensado em uma migração para o #Debian, mas gostei muito de ter a App Store no #Ubuntu, o que salva bastante tempo na configuração do sistema. Essa migração seria um processo difícil?
Já baixei alguns mapas (América do Sul, Brasil, Ceará etc.) e alguns dicionários. Tentei baixar o mapa de infraestrutura da minha cidade pelo #OpenStreetMaps, mas não consegui direitinho. Penso em baixar o repositório da Wikipédia.
Porém, só vim a conhecer layouts alternativos de 2-3 anos para cá e Arlon foi o primeiro brasileiro que tive notícia de usar o DVORAK.
Puxa, não é pra tanto! O @yuribravos / @yuribravos também é dvorakeiro (eu acho). Mas creio que no mais, esse leiaute facilitou muito minhas coisas do dia a dia, até mesmo alguns atalhos. O T, o W, o C, o V e o X são todos próximos, do lado da mesma mão, aí enquanto uma segura o Ctrl a outra vai digitando os atalhos, o que facilita os atalhos para abrir nova aba, fechar aba, copiar, colar e recortar.
Além disso, vejo que a digitação tornou-se um ato muito mais silencioso e que “economiza” as teclas, já que aplico menos força na digitação, às vezes sem sequer tirar os dedos do teclado para digitar, já que os caracteres mais utilizados estão onde costumo pousar os dedos.
Ainda vou escrever outro dia no meu blogue sobre a minha adoção e algumas dicas. Mas se posso dar um conselho, eu aprenderia o teclado Brasileiro Nativo, que é uma versão do Dvorak aplicado ao português. Não que o Dvorak tenha uma aplicação complicada para o português, mas é que esse leiaute dá ênfase às letras K, W, e Y, que são pouco utilizadas nessa língua.
Não tenho como desenvolver essa ideia agora, me perdoem.
P.S.: Agora que consegui alguma energia para explicar, quero dizer que o pendrive é uma mídia pau mole, porque não dá segurança ao ser carregá-lo, pode ser perdido facilmente, não tem tatilidade nenhuma e não tem nada de especial em si. O fato também de ser regravável o torna banal. Por tudo isso, é impossível apegar-se a um pendrive como se apegava a um disco, a uma fita ou a um CD, por exemplo. Por acaso, você já recebeu um pendrive de presente de alguém? Não, né? O pendrive não tem sex-appeal, é uma mídia demasiado pau mole.
Não é obviedade dizer que só no Brasil que pendrive é chamado de pendrive. Esse nome é irascível. É da coleção de nomes em inglês que são só faladas no Brasil. Direção Caneta? Nos Estados Unidos ele é literalmente vara USB [USB stick]. Nem por isso ele ganha sex-appeal. Pau USB. Pau mole USB.
P. S.: sugestão do @eltonfc é de utilizar a palavra “forquilha”.
Segundo o dicionário Dicio, “forquilha” é
Ferramenta agrícola composta por uma haste de duas ou três pontas, semelhantes às pontas de um garfo, usada para remexer mato ou palha; garfo, forca, forqueta, forcado; 2. Tronco com uma bifurcação na ponte; forqueta; 3. objeto bifurcado, com duas pontas, como um Y.
Exemplo de uso:
Fizeram uma forquilha do cliente oficial do Pixelfed.
@msmelo@umvitor Eu vou te ser sincero que fiz foi pular todas as cenas de barbaridade :angercrywall: O filme tem duas horas só por causa delas inclusive
Publiquei mais uma de minhas @ideiasdechirico. Desta vez fiz um ensaio sobre etarismo a partir do filme “A Substância”.
O link do texto é este, mas se quiser ler na íntegra aqui no Fediverso, é só clicar no arroba das @ideiasdechirico ou rolar neste post que na sequência colocarei o texto inteiro com os hyperlinks.
Com atraso, após sua premiação de Oscar de “melhor maquiagem e penteados”, assisti ao horror corporal “A Substância”.
O filme narra o declínio de Elizabeth Sparkle, uma ex-atriz premiada que, após ser demitida de um programa televisual de ginástica por ser “muito velha” (segundo seu produtor), aceita um método de rejuvenescimento do mercado ilegal.
O método consiste em injetar em si mesmo uma substância que faz gerar a partir do corpo do injetante uma versão mais jovem sua. Cada versão tem a consciência da pessoa “matriz” por uma semana, enquanto a outra fica inconsciente. Isso requer uma manutenção que, caso não seja feito regularmente por ambas as partes, faz com que uma delas se deteriore e envelheça prematuramente.
Mais do que uma crítica ao patriarcado, “A Substância” centra-se no problema do etarismo. O patriarcado é um mal estrutural antigo, e há peças mais ilustrativas sobre esse tema do que esse filme. Porém, para a nossa sociedade de desempenho (em termos do filósofo coreano-alemão Byung-Chul Han), envelhecer é um problema, pois os mais velhos não produzem nem dão lucro.
Criticá-lo frontalmente é o ponto mais brilhante e sensível deste longa-metragem. Elizabeth mesma deixou de ser lucrativa para o produtor a partir do momento em que envelheceu e ficou menos “televisível”. Foi então descartada do estafe sem grandes cerimônias, malgrado a sua longa carreira.
A velhice nunca esteve tão distante da beleza e do bem-estar como agora. No ano de 2025, quer-se sempre jovem e potente, seja por aparência, seja por “essência”. E, ironicamente, com menor taxa de nascimento, menor poder de compra e maior desigualdade entre as classes, estamos nos encaminhando para uma sociedade mais velha e sem suporte aos mais idosos.
Os momentos mais marcantes do filme premiado são de Sue “discutindo” com Elizabeth, a chegar até o paroxismo daquela surrar esta. Isso representa tanto a nossa relação com nossos eus futuros, que desprezamos, quanto a relação dos mais jovens com os mais velhos. Mesmo.
O “SAC” da “Substância” rejuvenescedora, quando contatada, com frequência diz que “Vocês são uma só”. Mas como uma versão pode fazer mal à outra se ambas fazem parte de uma mesma consciência? Aí reside a genialidade do filme. Conforme as semanas avançam e uma versão adquire mais prestígio do que a outra, cada qual passa a agir displicentemente, sem considerar versão da semana seguinte, a ponto de cada uma adquirir consciência autônoma e até a criar rivalidade entre si. Nas cenas finais do filme, Sue fala em entrevistas de Elizabeth como se essa fosse outra pessoa.
Isso nos faz refletir sobre a relação entre a responsabilidade e a juventude. O senso comum associa a juventude à inconsequência, porque “essa é a sua natureza”, já que “não tem o cérebro totalmente formado” etc. Sue nada mais é do que uma mulher de 50 anos em um corpo de 30. Ainda assim, ela é inconsequente. O que poderia justificar essa postura?
Poder.
E poder no sentido mais concreto de todos: “poder-fazer”. Há gente que com muita frequência desejaria “voltar no tempo com a cabeça que tem hoje”. Mas o poder-fazer cega. Quem garante que se voltássemos no tempo faríamos diferente? Quem garante que não cairíamos na sedutora delícia do erro? Há vezes em que erramos, não porque somos imaturos, mas porque sabemos que aquele é um erro sem a possibilidade de ser repetido…
O longa-metragem apresenta duas falhas notáveis: a falta de aprofundamento nas personagens e de coadunação estética.
Passamos duas horas assistindo a uma mulher que já foi uma Oscar-premiada e não sabemos sequer como foi sua vida de atriz e como sucumbiu à programação barata de televisão, ou por que ela vive sozinha etc. Além de tudo, reduzir uma personagem feminina à sua aparência e sua vida profissional é danoso mesmo em um filme que procura criticar a objetificação feminina.
Outra coisa esquisita é a confusão estética. O cenário e o hábito é todo oitentista, vistos na vestimenta, no uso do jornal e do telefone fixo com fio. Só que a trilha sonora é moderna, e volta e meia damos de cara com telefones celulares e televisões de plasma.
Por outro lado, quando se justapõem cenários, hábitos e tecnologias antigos e modernos, é como se se delineasse uma identificação entre a época atual à sua antecessora. Forma-se daí a ideia de que, nos aspectos apontados pelo filme (patriarcado e etarismo), não evoluímos como sociedade.
No mais, achei o longa-metragem bem próximo do gênero de ficção científica, e me fez refletir sobre o papel da ciência na busca compulsória pela juventude e, por consequência, na pressão social pela conservação da aparência. Por isso, “A Substância” entra para a lista de filmes que poderiam muito bem ser um episódio de Black Mirror.
(Até porque, dado o seu baixo desenvolvimento de personagens e seu trabalho pobre em fotografia ― sobretudo baseado em closes ―, mais parece um episódio de série do que um filme).
Tenho ventilado uma ideia que pode ser “simples”, mas precisa de um bom meio: ligar uma televisão de tubo de 14” com um notebook velho de 2010, porque… Por que não?
A televisão tem uma ótima cor, um bom som e seria mais prático ver filmes. Até uso a tevê para ver vídeos em .mp4, já que o conversor de sinal analógico/digital tem uma entrada USB. Só que para assistir alguma coisa preciso do arquivo, o que leva algum tempo para baixar. Nada muito trabalhoso também. Mas gostaria de ter o know-how para fazer essa gambiarra. Vai que algum dia preciso dela…
O conversor também tem entrada para HDMI, mas não entendi como funciona.
Salvo engano, essa televisão deve ser do começo do século. Creio que alguém já deve ter feito isso antes, só não sei como o fazer.
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