@eltonfc software livre não é sinônimo de software gratuito. Você pode vender software livre sem problema. Você pode vender consultoria no uso do software. Você pode vender serviços associados a softwares livres. Você só não pode impedir o acesso ao código-fonte, impedir que as pessoas alterem aquele código e nem impedir as pessoas de compartilharem o software original ou alterado com outras pessoas (estou simplificando bem, me baseando na GNU/GPL, mas isso vai depender do licenciamento).
O que me espanta é que, em plena difusão de softwares como serviço, as pessoas ainda acreditem que vender software é a melhor forma de explorá-lo comercialmente. Isso diz muito, inclusive, do tipo de "inovação" que essa agência defende. 😉
Inclusive, dependendo da área a ser afetada pelo software, a "potencial receita" de se desenvolver software livre e oferecer serviço associado a ele pode ser ainda maior do que simplesmente vendê-lo como software proprietário.
Por fim, é importante lembrar que software livre não é domínio público. Ou seja, ele tem uma licença associada e o propriedade intelectual. A diferença é que ele utiliza essa propriedade para garantir direitos ao invés de restringi-los. Considerando que, em universidades públicas, foi a população que financiou a sua produção, não existe nada mais inovador e justo que licenciar todos os softwares produzidos por essas instituições como software livres. Aliás, defendo que isso se estenda também a produtos gerados a partir de qualquer tipo de dinheiro público, a exemplo da campanha Dinheiro público, código público.
@josemurilo