Só que o contexto é o seguinte: a conexão de Cuba com a Internet vem principalmente de um cabo que a liga com a Venezuela. País que os EUA agora dizem controlar. Além disso, as constantes quedas de energia em Cuba, que acontecem recentemente pela ação dos EUA (seja barrando a entrada de petróleo, seja por meio das novas sanções) fazem o sistema de conexão entrar em colapso.
Se liguem nesse trecho da matéria da ft.com sobre o processo de migração para software livre, saindo da Microsoft
"While Schleswig-Holstein saved €15mn on Microsoft licences last year alone, it is spending much of those savings on mostly German IT providers who are helping to deploy alternative products and tailor them to the needs of the government."
Às vezes dá a impressão que não é que o empresariado brasileiro não entende isso. A questão é que estão acomodados vivendo de migalhas das big techs e numa posição subalterna (minha opinião é que inclusive dá pra falar em colonialidade, no sentido do Aníbal Quijano mesmo)
@Roneyb tem na Amazon versão Kindle. Mas tem PDF free no site do Labjor e outros lugares. Em agosto vai ter simpósio da lavits, a rede de pesquisa sobre vigilância, no rio. Acho que rola fazer algo lá
O capítulo que escrevi com o Rodolfo Avelino, Do colonialismo à soberania digital: ética e justiça para o florescimento humano, foi publicado no livro Perspectivas Éticas para a IA: dilemas e desafios, organizado por Fábio Luiz Tezini Crocco, Delmo Mattos da Silva, Cassiano Terra Rodrigues e Brutus Abel Fratuce Pimentel
Vão lá, tem muita coisa interessante além do nosso texto, como discussões sobre ética, igualdade de gênero, geopolítica e muito mais
O Curso Intensivo da Escola de Governança da Internet no Brasil – EGI, que acontecerá de 26 a 31 de julho de 2026, já está com inscrições abertas!
O curso é inteiramente gratuito e é oferecido de forma presencial, em um modelo de imersão, com duração de 50 horas. O objetivo principal é capacitar atores envolvidos sobre o funcionamento e a Governança da Internet, como empresários, comunidade técnica, ativistas, pesquisadores, gestores públicos, empreendedores, estudantes, entre outros, para que possam aprofundar o conhecimento acerca dos temas e desafios relacionados à Governança da Internet no Brasil e no mundo.
Inscreva-se no processo seletivo até o dia 12 de abril https://egi.nic.br/curso-intensivo/. As vagas são limitadas e serão preenchidas mediante seleção, conduzida por Comissão de Avaliação. A divulgação dos candidatos aprovados ocorrerá no dia 25 de maio.
Atenção: para participar, é necessário ter disponibilidade integral entre os dias 26 e 31 de julho. O encontro irá acontecer no Hotel Villagio Embu Resort.
Irmão, pelo amor da sua entidade mitológica favorita, você já usou Linux alguma vez na vida? Essa é a parte que me irrita mais, porque demonstra que quem propaga esse argumento não usa Linux. Ou, se usa, nunca olhou além do básico .
O GNOME integra o Malcontent desde a versão 3.38, de 2020. É um sistema nativo de controle parental que permite restringir aplicativos por conta de usuário, bloquear navegadores web, impedir instalação de software e filtrar aplicativos por classificação etária usando o padrão OARS (Open Age Ratings Service). É parte do ambiente de desktop que milhões de pessoas usam.
O Flathub, maior repositório de aplicativos Linux, exige obrigatoriamente classificação OARS para todos os aplicativos publicados. Classificação por violência, drogas, sexo, linguagem, interação social, com mapeamento para faixas etárias. O mesmo tipo de função que você encontra na App Store e na Play Store.
Para controle de tempo de tela, o Timekpr-nExT oferece limites diários, semanais e mensais, janelas horárias, controle por aplicativo e logout automático. Funciona com GNOME, KDE Plasma, XFCE, Cinnamon, Budgie e Deepin, tanto em X11 quanto em Wayland. Está nos repositórios oficiais do Ubuntu desde a versão 20.10, novamente, desde o ano de dois mil e vinte do nosso Senhor Jesus Cristo.
Calma, tem mais: o CTparental, solução francesa open source, combina filtragem web por categorias, SafeSearch forçado, controle de tempo, bloqueio de downloads por extensão e interface web de administração.
E a nível de sistema, o Linux oferece controles que simplesmente não existem no Windows ou no macOS: o PAM permite restringir login por horário diretamente no kernel; iptables/nftables pode bloquear acesso à internet por UID de usuário; AppArmor e SELinux implementam controle de acesso mandatório. Todo Unix-like, sem exceção, tem as bases para cumprir esses requisitos por design.
@lxo@Roneyb você toparia fazer uma conversa com a anpd? o cgi tem intermediado algumas conversas assim
sobre a wikipedia. a lei tem uma lógica que segue a ideia de gradação de riscos e de medidas protetivas. tudo isso que a gente está discutindo se enquandra como baixíssimo risco
@lxo@Roneyb essa interpretação sobre a Wikipedia eu acho equivocada. vc precisa olhar a lei inteira (foi o que me disseram os advogados), na qual há vários pontos sobre o foco em serviços voltados especificamente para crianças, que é o foco de aplicação da lei.
a lei, em casos assim, é o princípio. passa pela regulamentação e aplicação. como o objetivo não é proibir software livre, claro que tem um desafio aí de explicar pra anpd/governo o que são os princípios do software livre pra estabelecer mais claramente as exceções devidas.
tô agora no evento do cgi sobre o eca, em brasília, e o demi acabou de lembrar do software livre, do fisl etc
@lxo@Roneyb Eu acho que não dá pra dizer que é uma "lei que proíbe a liberdade do software". A lei claramente não é voltada pra isso. O que não quer dizer que ela não tenha problemas e dificuldades. A regulamentação tá em disputa e, em vez entrar nessa briga, parte da comunidade tá dizendo que é tudo uma conspiração das big techs. Sendo que elas estão brigando contra a lei desde o momento que ela foi proposta (muito antes do Felca). Aí eu acho que a gente tá entrando no jogo de quem não quer nada (libertarianos que estão repetindo o Barlow em 2026)
@Roneyb mas agora é parte da nossa comunidade que anda fazendo isso. aposto que se eu der uma pesquisada mais a fundo vou descobrir que é a parte libertariana (me recuso a chamar essa galera de libertária)
A gente precisa trazer a discussão de soberania digital para a questão dos domínios. Com os novos gtlds, aquilo que a gente sempre leu como sendo dos EUA (.com) agora aparece como algo desterritorializado. Mas nada é.
E boa parte desses domínios são de propriedade de empresas comandadas por ex funcionários da icann (vide identity digital, dona dos mais famosos)
O @outraspalavras.net antecipou o capítulo que eu e o Rodolfo Avelino escrevemos para o livro Perspectivas Éticas para a IA: Dilemas e Desafios, organizado pelo Fábio Crocco, que está para sair.