@Bruiserzinha@cochise O problema não é exatamente que tá havendo uma radicalização polar, mas um bipartidarismo da ordem. Democratas vs Republicanos. Acho que a curto prazo é ruim, por que se o lado de lá ganhar não tem matizes, é um bloco com interesses e sem ideias. Do lado de cá e a longo prazo acho ruim por que submeter toda novidade política e organizativa ao moedor de militante que é o PT, PSOL não poderia ter se oposto ao arcabouço, por exemplo.
@Bruiserzinha@helenfernanda@lorimeyers Tem uma parada aí que acho que é uma armadilha que a gente caiu enquanto sociedade, conseguiram construir duas subjetividades perfeitas pra polarização incapacitante. De um lado os defensores de uma meritocracia do trabalho, que olham pro povo e falam que se tão na merda é por que querem ou por que são preguiçosos. Aí uma galera vendo essa contradição, em solidariedade, começa a combater a meritocracia do trabalho. Mas quando o mesmo povo não reage como eu acho que tem que reagir, aí é que o povo é burro, que tem preguiça de saber das coisas. No fim das contas, neste momento eles venceram... É o mesmo projeto desumanizante de povo ou o que quer que seja essa abstração. Essa postura, repetida várias vezes nas últimas eleições, nos trouxe até aqui, cada vez mais fundo na lama. Vamos repetir várias vezes pra ver se alcançamos um resultado diferente fazendo a mesma coisa?
Acho que os progressistas tão cometendo um erro brutal. Marina está em terceiro. Vai um fascista e uma ultra neoliberal que quando era senadora votou 85% junto com o governo Bolsonaro.... E a Marina vai ficar de fora. Vamos perder uma das vozes mais fortes em um governo rendido contra a destruição ambiental, para uma escroque representante do Agro. Assustador o que a ideia de voto útil tá fazendo com as esquerdas. Melhor anular um voto que que apostar as duas vagas, mas perder perder a Marina e ficar com essa âncora que exige concessões demais pelo apoio. Tá recebendo um apoio das bases do PT que nunca vai retribuir, coparticipando tranquilamente de qualquer golpe que lhe seja vantajoso.
@buca Vai ter segundo turno.... existe ainda possibilidade de colocar o Requião no segundo. Votar no indicado do filho de escravista (Sandro) pra derrotar o entreguista não parecer fazer muito sentido
Uma coisa que eu faço de tempos em tempos, é retornar a análises antigas para ver quem tinha o melhor instrumental e conseguia tirar as melhores conclusões. Desta vez, fui olhar o que o Deccache estava dizendo pouquíssimo tempo depois de aprovado o novo teto de gastos. João Carvalho chamaria de 'o dom de Apolo'. https://www.youtube.com/watch?v=JV4tSwyVhUg
Imagina a quantidade de patente que a gente não perdeu ao usar drive e outros data center de big tech para armazenar os dados de nossas universidades e agências públicas.
Cada sistema produz a educação necessária para a reprodução econômica e social. É claro que a educação na periferia próxima do império, também chamada OCDE, iria decair quando se direciona grande parte das energias econômicas e sociais pra produzir infraestrutura e mentalidade de guerra. Já assumem a incapacidade de manter o controle do mundo pelo controle dos meios econômicos e de trocas globais, o que favorece sabotar desenvolvimentos fora do controle, e a desigualdade tecnológica que desbalanceava o valor das trocas (e quando tudo o mais falhava, sempre se podia contar com a anuência dos organismos internacionais pra cometer massacres e simplesmente tomar o que interessava). Cada vez mais se desenvolve uma infraestrutura alternativa de trocas internacionais, e o sistema, como se atacado por varíola, entra em um processo de auto defesa que é auto destruição. A educação na Espanha, a Saúde na Inglaterra, o welfare alemão, todos derrotadas em blitzkrieg sem quase resistência, todos símbolos das conquistas das classes trabalhadoras desses locais e todos com envolvimento explícito das bigtechs como demonstração de força de classe. Se não conseguirem se expandir - e tudo indica que estão perdendo influência - pela própria necessidade de expansão desse método de poder baseado na lógica do lucro, vai se intensificar a parasitagem interna, aumentar o controle sobre educação e saúde e moradia e tudo, tudo mesmo.... até um dia escrever seu próprio PISA, seu próprio método auto afirmativo de produção de escala de sucesso, mas antes precisa destruir a forma existente. Foi o que o colonialismo fez, se reinventando em FMI, ONU, PNUD, nessas métricas globais. E vão se reinventar de novo, de forma muito pior, me parece.... mas só se ganharem, claro. Aposto TUDO contra eles!
"A cidade de Nova York divulgou mais de 170.000 páginas de registros anteriormente não divulgados sobre a qualidade do ar após os ataques de 11 de setembro de 2001, mostrando que as autoridades municipais da época sabiam que as condições ao redor do Marco Zero eram inseguras para respirar, apesar das repetidas garantias ao público.
O prefeito Zohran Mamdani anunciou a liberação em entrevista coletiva na terça-feira. “Com o passar dos anos e o aumento do número de vítimas, refletimos sobre o custo do 11 de setembro sempre que mais um nova-iorquino nos é tirado prematuramente”, disse Mamdani. “Agora, quase 25 anos depois, mais pessoas morreram de doenças relacionadas ao 11 de setembro do que morreram no próprio dia.”
@iaravps@usuario O "Olha aí" é só pra deixar a gente respirar entre uma pedrada e outra....
Chega estampado, manchete, retrato / Com venda nos olhos, legenda e as iniciais / Eu não entendo essa gente, seu moço / Fazendo alvoroço demais / O guri no mato, acho que tá rindo / Acho que tá lindo de papo pro ar / Desde o começo, eu não disse, seu moço / Ele disse que chegava lá
2/2 "Jacob Gorender indicava quatro características da pesquisa "Nova História" aplicada na escravidão brasileira;
1) Ignora os dados estatísticos, tanto econômico quanto demográficos. A mortalidade de africanos no Brasil era o dobro da dos EUA e a natalidade era a metade.
2) Ignora a relação de proprietário e propriedade (humana). Se a mulher falasse não, qual estatuto jurídico protegeria o desejo da propriedade? Sociologicamente, essa discussão é nula e, por si, racista. Toda relação entre proprietário e propriedade foi um "estupro".
3) Recorte de uma realidade muito particular, transformando-a em uma falsa universalidade. Em regra, a partir de uma amostra ínfima, transforma em relação social predominante, ignorando os dados estatísticos e a relação jurídica de propriedade.
4) Exclusão de qualquer análise de estrutura econômica e social, assim como contribuições de outras epistemologias.
Lerei o livro e, caso perceba aquilo já registrado como crítica há 50 anos, escreverei um artigo. Caso supere as quatro limitações metodológicas, também escreverei."
Leonardo Sacramento: "Mary Del Priory é uma das "historiadoras" que tentam, há anos, reconstruir o mito da Democracia Racial. Ela, árdua defensora dos "bandeirantes", alegando "anacronismo" aos indígenas que criticam o mito criado pela elite paulista no século XX (nisso ela não enxerga anacronismo), vai lançar um livro para "desmontar" o suposto mito da "mestiçagem" como sinônimo de violência.
A mestiçagem teria sido harmoniosa, como defende sobre a escravidão.
Jacob Gorender, em Escravidão Reabilitada, criticou a tentativa na década de 1980 de reabilitar os mitos da Democracia Racial após as pesquisas de Florestan Fernandes. A bola da vez era Kátia Matoso, grega-baiana casada com um herdeiro de Eusébio de Queiróz, cujo pai foi responsável pelo porto de exportação de escravizados de Luanda. Ela escreveu um livro medíocre chamado "Como ser escravo no Brasil", o qual mereceu um artigo crítico de Mário Maestri com o sugestivo título "Como é gostoso ser escravo no Brasil".
Essa reação conservadora foi depositada à epoca como contraposição ao MNU, que impunha uma pauta considerada agressiva as camadas médias médias urbanas e a burguesia. 1/2
Comuna intransigentemente anti-imperialista e anti-neoliberal. Austeridade é antessala do fascismo (leia Clara Mattei)Só o ódio (de classes) liberta (leia Doutrina de Choque de Naomi Klein)A luta deve ser por poder, não apenas por direitos. (leia Lenin) "Todo poder deriva do cano de um fuzil" (leia Mao)