hoje recebi a seguinte resposta no grupo de SL do telegram: Bom dia! Posso fazer dois comentários?
- Para um coletivo comunista, causa um pouco de estranheza anunciar contato via WhatsApp e não via tecnologias menos alinhadas como Capitalismo (XMPP por exemplo). Claro que precisam do WhatsApp, mas nào oferecer alternativa (exeto email) é estranho, especialmente sendo um coletivo que claramente tem capacidade técnica para operacionalizar (e nem preicsa ser nos servidores de vocês)
- Igualmente (sem querer iniciar uma discussão sobre o que é melhor), estão usando o termo "Open Source", que é claramente alinhado com ideais capitalistas. O termo "Software Livre" é usualmente alinhado a conceitos anticapitalistas. (para uma exposição clara e contundente disso, veja o livro da Aracele Torres, " A tecnoutopia do software livre: uma história do projeto técnico e político do GNU" )
A minha resposta foi: Essas contradições nos atravessam, e não pretendemos fingir que elas não existem. O Root é um coletivo com posicionamento comunista, mas também é uma estrutura de tecnologia que precisa operar concretamente dentro de uma sociedade capitalista, inclusive atendendo às exigências técnicas, comerciais e jurídicas necessárias para existir. No caso do WhatsApp, a escolha é bastante prática: é onde está uma parcela enorme das pessoas, organizações e também dos coletivos que queremos alcançar e atender. Se queremos construir alternativas, também precisamos conseguir chegar às pessoas onde elas estão. Isso não significa considerar o WhatsApp a tecnologia que melhor representa nossos princípios, nem abandonar a construção de alternativas. Hoje já oferecemos o e-mail como outro canal, e a integração de XMPP ou de outras tecnologias livres e descentralizadas é algo que pode e já esta sendo implementada para fazer parte da evolução da nossa infraestrutura. Só não está implementada ainda. Sobre Open Source e Software Livre, a observação é pertinente, principalmente porque para nós a dimensão política da tecnologia importa. Nossa referência não é simplesmente a disponibilidade do código como vantagem técnica ou modelo de desenvolvimento. Falamos de autonomia, liberdade, compartilhamento do conhecimento e controle sobre a infraestrutura. Inclusive dedicamos uma parte do nosso manifesto ao GNU, ao software livre e às contradições de construir infraestrutura tecnológica dentro do capitalismo. Não pretendemos resolver essas contradições apenas escolhendo terminologias ou ferramentas consideradas ideologicamente corretas. Queremos construir essa coerência na prática, progressivamente, sem criar uma espécie de pureza tecnológica que nos afaste justamente das pessoas e organizações com quem queremos trabalhar. E críticas como essas são bem-vindas quando ajudam a pensar onde podemos melhorar.
@danzin@mastodon.social hummm. nao sei. acho que qualquer pergunta que eu responda monossilabicamente ja é uma definição que eu nao quero conversar kkkkkk
Militante do software livre e justiça. Formada em história, feminista e comunista. Complexa e multi estratificada.Também chamada de Ayedun Awolola - Isese Lágbà - Tradicional Ifá - Yoruba Intensa, mutável, doadora de serotonina e medula óssea.TDAH pulsando na minha alma.Errada e errante.Aos 32 anos eu resolvi prestar vestibular pra Sistemas de Informação, simmmmmm, passei na federal e estou aqui penando. 🤣Apaixonada com chocolate ao leite, interação humana, tecnologia, gatinhos, cachoeira, lua, mato e jogos.