Há ilusões de que foi uma revolução mítica e maravilhosa.
Não foi. Mas aconteceu, e ajudou a construir o que lá existe hoje. O país é melhor do que já foi e cheio de defeitos também.
E só funcionou (deixando em aberto o que é "funcionar") porque é o jeito que eles construíram. Dá pra estudar, dá pra aprender com erros e acertos, mas não dá para copiar. Outro povo, outra cultura, outra história.
Se queremos uma revolução, vamos ter que inventar a nossa.
A questão é: crescimento para quem? É claro que o "conta-gotas" entrega um pouco para o povo.
E concordo que investigar o custo de vida seja importante.
Em relação ao Nordeste tem coisas tipo: não tinha nenhuma faculdade de Direito fora de Salvador nos anos 90, nenhuma da Fonoaudiologia (enquanto a UFSM no RS tinha há 30 anos). O efeito das políticas do PT foi muito mais contundente no Nordeste por conta do ponto de partida.
Eu entendo que não podemos deixar de ocupar as redes privadas, mas construir lado a lado a resiliência contra seus bloqueios. Não podemos perder contato com os grupos porque o algoritimo ou um juiz bloqueou.
Não só do centrão, mas de uma social democracia (que é o que o PT é).
Posso estar sonhando ao invés de conjecturando, mas enxergo que com a comunicação adequada a esquerda bem mais à esquerda do PT tem mais espaço para crescer. Quem se elegeu neste campo veio das redes, dos cortes, dos "debates/embates".
Se o povo se conecta com discurso fácil da direita extrema, também pode se conectar com um discurso direto e simples vindo da esquerda quando desce do salto.
Importa é a intenção da música. Falo pra minha esposa que pratica yoga e rituais com mulheres que eu não me conecto com músicas muito repetitivas, mantras, enfim, que tem função ritualística.
São propositalmente com letras simples, óbvias, sem dinâmicas, pois são para induzir o transe, etc.
Música techno vai por aí, e outros tipos de "músicas de festa".
Meus pais me deram bem mais do que tiveram, e não digo aqui materialmente, mas com todos os seus erros (não poucos), me deram (e a meus irmãos) ferramentas de transformação.
O que mais tive que desconstruir (e continuar desconstruindo) foi o machismo de ambos - como cobrar que fossem diferentes?
Tenho sorte: não desejaria ser filho de ninguém mais. Tive os pais mais imperfeitamente perfeitos que poderia escolher.
Programador (profissionalmente)Escrevedor e musicador "full-stack" (amadoristicamente).Foto de perfil: close de homem branco, cabelos castanhos usando óculos retangular.Foto da capa: banco de praça em primeiro plano, coreto desfocado ao fundo, após chuva, à noite - Praça Saldanha Marinho, Santa Maria RS.