2/3
O outro pólo é o do idealismo mais grosseiro, onde nada é socialismo, todas as experiências são ditatoriais e fracassadas, não podem nem ser consideradas o verdadeiro socialismo (não passaram pelo marxômetro) e ao fim e ao cabo querem um socialismo arendtiano pautado pelo diálogo racional e participação massiva sem passar pelas dores do parto. Só querem a parte boa sem as dificuldades da transição.
O marxismo acadêmico rendido à noção liberal de democracia, aliado não raro ao conceito da revolução permanente, onde o mundo todo iria virar um grande soviete, sem contradições e com a foto de São Trotski ao fundo.