Era esse episódio desse podcast: https://radioescafandro.com/2026/07/07/164-a-redoma-de-cristo/
Não sei quem mandou ele aqui na Ursal. Talvez @Bruiserzinha. Sei lá. Quem tenha enviado, obrigado, foi um ótimo episódio.
Opinião minha: cresci em igrejas que misturam política com religião, botam pastor como deputado, vereador e o escambau. O negócio foi tão chato que certa vez fiz questão de inventar todo tipo de desculpa para não ir à igreja do que ficar aguentando aqueles cultos onde se fala mais de política do que de bíblia.
Mudei de igreja para uma que tenta se separar da política. Tenta, mas não consegue: é regra que não pode falar nome de partido e nem ter candidato, mas volta e meia aparece algum pastor fazendo dog-whistle para o partido dele. Por exemplo: "ah, a gente está nessa ditadura do STF" ou "o Brasil já bem, hein?" ou "o povo não sabe votar, né?".
Mas prefiro isso do que a outra igreja que, sem brincadeira, teve uma vez que pregaram "A Arte da Guerra" do Sun Tzu. Sério, ao invés da palavra se basear na bíblia era pregação (com slides) sobre esse livro. Na outra igreja isso garantiria que o pregador não voltasse nunca: ou fala da bíblia ou tá banido.
Faz sentido para mim por que se reclama tanto que tem jovens indo para a faculdade e voltando ateus: o meio evangélico gira em torno da falta de criticismo. A partir do momento que você para e critica sua própria crença é bem mais provável que você desista dela ao notar tantos problemas. Já vi aula de psicologia em faculdade evangélica e foi uma coisa tão absurda ver a professora falando que tinha que falar do Freud só por causa do MEC e que obviamente o que ele falou estava errado. Inventaram faculdade evangélica para continuar a falta de criticismo e continuar essa cultura absurda. Culto racional? Só em nome.