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- Embed this noticeReutilização de livros didáticos
Estudei em escola pública todo o 1º e o 2º graus (assim chamados antigamente).
A reutilização dos livros didáticos era linda. Pelo que me lembro, funcionava assim:
A gente ganhava da escola os livros didáticos e os cadernos de exercícios. Os livros, a gente lia. Nos cadernos de exercícios, a gente escrevia. Eram separados uns dos outros.
No final do ano, a gente devolvia os livros pra escola.
Após as férias (oba!), na volta às aulas, a escola redistribuía os livros usados para as novas turmas, juntamente com cadernos de exercícios novos.
Essa rotação dos livros acontecia durante 4 anos. Depois de 4 anos, a gente ganhava livros didáticos novos, e reiniciava-se o ciclo.
Essa separação entre livro e caderno de exercícios permitia o reaproveitamento racional do material didático.
Atualmente, pelo menos nas escolas particulares, a lógica é outra: novos livros didáticos são empurrados goela abaixo a cada ano. O reaproveitamento não existe mais.
Antes, os cadernos de exercícios permitiam o reaproveitamento dos livros por 4 anos. Agora, os cadernos estão embutidos entre as páginas dos livros. Não existe mais separação. O livro todo tem que ser descartado a cada ano, porque os exercícios já estão preenchidos.
Essa mudança tem um propósito: lucro. Lucro pras escolas, editoras, gráficas, transportadoras e demais envolvidos. Mas tem também o prejuízo. Prejuízo pros pais, pro meio ambiente e pra própria educação.
Afinal, de que adianta o discurso bonito da escola sobre sustentabilidade? Reduza, reutilize, repense? Na prática, o que vemos é o oposto.
Pra piorar, há rumores de embutir a cobrança dos livros na mensalidade escolar. Assim, pretendem acabar de vez com a troca e a venda de livros diretamente entre os pais e os alunos que insistem em recusar o abuso.
Eu chamo isso de "a máfia do livro escolar".
#MeioAmbiente #Sustentabilidade