A esquerda radical brasileira demonstra graves limitações na incorporação da pauta trans, tratando-a como "identitarismo" ou reduzindo-a a questões secundárias. Esta visão ignora que gênero, raça e classe formam uma tríade indissociável de opressão sob o capitalismo. A experiência cubana mostra que é possível corrigir rumos: de perseguições no passado, o país evoluiu para políticas avançadas de direitos LGBT+, demonstrando a capacidade de autocrítica do movimento comunista.
A realidade material da população trans no Brasil é de extrema vulnerabilidade: 90% dependem da prostituição por exclusão sistêmica, com expectativa de vida reduzida pela violência transfóbica racializada. A esquerda que não compreender que a libertação trans é parte orgânica da luta de classes continuará reproduzindo as mesmas estruturas de opressão que afirma combater.
https://ligacomunistabrasileira.org/defender-a-causa-trans-e-um-dever-dos-comunistas/