Tem algo de subversivo num pote de mel comprado diretamente de quem criou as abelhas. Sem ser o fetiche do artesanal que movimenta uma burguesia fina, mas aqui falamos de economia. Quando uma família apicultora do planalto catarinense vende seu mel no Largo da Alfândega por quilo, ela recebe perto de cem por cento daquele valor. No supermercado, o produtor chegaria com sorte a receber vinte.