A conversa sobre usar o código escrito por uma pessoa que defende tudo que você detesta como se isso fosse uma escolha neutra me lembra do livro que tenho lido nos últimos dias, "The Politics of Bitcoin: Software as Right-Wing Extremism". Ele fala sobre como até movimentos de esquerda acabam repetindo argumentos furados da extrema direita em movimentos digitais. David Golumbia expande essas críticas em um livro póstumo chamado "Cyberlibertarianism: The Right-Wing Politics of Digital Technology".
A minha rejeição ao Nostr (que, como pontuaram, foi citado nos comentários deste vídeo aqui— https://www.youtube.com/watch?v=kCve7vA2qbI e parece ter sido citado novamente na livestream de hoje—confirmem para mim se esse é o caso) vem da ciência de que a orientação política do autor se manifesta no projeto do protocolo (e.g. “resistência à censura”). Esses fantasmas são inescapáveis. Quando validamos essas decisões de projeto ao adotá-las para os nossos projetos, nós as endossamos. Nós as propagamos.
@anna o Nostr foi citado em três momentos pelo menos: canal de Youtube do TeClas, página do próprio no LinkedIn, e na live de hoje, que foi dito: nossas opções são Nostr e AT protocol porque cada um pode ser dono das próprias informações.
Mas honestamente? Não preciso de outra rede social. Não quero outra rede social. Não quero mais seguidores, mais projeção. A vida no fediverso é simples e é suficiente.
Também quero fomentar lugares de encontro e cultura. Quero sair o máximo possível da bolha da tecnologia e escutar outras pessoas. Quero pisar mais na grama e passar menos tempo online.